CORRUPÇÃO: Delator diz que Dilma pediu dinheiro de propina para abastecer campanha de Gleisi

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A presidente afastada Dilma Rousseff está sendo uma das grandes estrelas da delação premiada do ex-deputado do PP, Pedro Corrêa

Corrêa é ex-presidente do Partido Progressista e delata uma série de episódios de corrupção envolvendo a ‘presidenta’.

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No anexo 9 da delação de Corrêa, Dilma é protagonista de um jantar que marca o ‘batizado’ do PP no esquema petrolão.

O delator contou que em 2003, os líderes progressistas organizaram um jantar em uma mansão que o ex-tesoureiro do PP João Claudio Genu (atualmente preso em Curitiba) mantinha em um bairro nobre de Brasília.

Na época, a convidada de honra era nada mais nada menos do que a ministra de Minas e Energia: Dilma Rousseff.

Entre camarões, lagostas e whiskies importados, Dilma (então candidata do PT à Presidência) pediu apoio político do PP e até apoio financeiro.

“Dilma se comprometeu, caso fosse eleita, a manter Paulo Roberto Costa na Diretoria de Abastecimento, bem como a manter o Ministério das Cidades com o PP, o que efetivamente fez. Dilma aproveitou a oportunidade para pedir apoio, financeiro inclusive, a sua campanha”, narrou Corrêa.

AS PROPINAS DO PAC

O PP dividiu com o PT um lucrativo esquema de propinas em contratos do PAC.

A ‘mãe do PAC’ (que era chefe da Casa Civil de Lula) tinha como fiel escudeira e gerente do programa a ex-ministra do PT Miriam Belchior.

Pedro Corrêa conta também que, no período em que Miriam e Dilma comandavam o PAC, a Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades foi entregue a uma amiga de Miriam, Inês Magalhães.

Inês liberava os contratos para prefeituras juntamente com o ex-presidente da CEF Jorge Hereda (também petista).

“Era como se fosse a raposa cuidando do galinheiro”, disse o delator.

“O PP tentou e nunca conseguiu substituir Inês Magalhães, por se tratar de uma pessoa ligada a Miriam.O PT fez muito caixa através desse esquema”, afirmou Corrêa.

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DILMA, GLEISI E O PROPINODUTO DA PETROBRAS

A senadora petista Gleisi Hoffmann e ex-ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann também é personagem do depoimento de Pedro Corrêa.

Gleisi é investigada no STF por ter recebido 1 milhão de reais do Petrolão.

Corrêa disse que, durante as eleições de 2010, o caixa da propina do PP foi usado para abastecer a campanha de Gleisi ao Senado.

O dinheiro teria sido repassado por um entregador do Alberto Youssef a um operador da senadora em um shopping de Curitiba.

O delator narra que o dinheiro para a campanha de Gleisi saiu da Diretoria de Abastecimento da Petrobras, comandada na época por Paulo Roberto Costa (que está preso em Curitiba) e descreve um trecho da conversa que teve com o engenheiro:

“Ele (Paulo Roberto Costa) disse que o gesto (pagamento de 1 milhão em propina para Gleisi) era para atender a uma demanda de Dilma Rousseff, que tinha interesse na eleição de Gleisi para o Senado”, diz Corrêa.

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