Conselho de Farmácia multa USP por produzir remédios gratuitos para pacientes com câncer

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Na último dia 28/10, o Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP) autou o Instituto de Química de São Carlos (IQSC), da USP, pela produção da substância fosfoetanolamina sintética. O Conselho argumentou que o Instituto não está apto a produzir medicamentos.

“O local foi autuado pelo CRF-SP por não ter farmacêutico em nenhuma das fases de produção e síntese do insumo farmacêutico, bem como na manipulação e na dispensação das cápsulas que contêm fosfoetanolamina. Para ser considerada medicamento passível de utilização de forma segura no país, a fosfoetanolamina teria de ser registrada segundo as normas sanitárias do governo federal”, disse o CRF, em nota.

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O portal G1 informou que o conselho aplicou uma multa durante a autuação. Essa multa, entratanto, tem apenas valor simbólico. O conselho também não comunicou o caso à polícia, como acontece em situações em que remédios estão sendo produzidos sem as devidas autorizações, por não considerar o caso uma situação criminal.

A fosfoetanolamina sintética

Também conhecida como “fosfo”, a fosfoetanolamina sintética é uma substância desenvolvida pelo químico paulista Gilberto Chierice. Ele argumenta que a droga tem o poder de curar todos os tipos de câncer.

A substância não passou por etapas científicas básicas para todos os medicamentos, como testes em animais e em voluntários humanos. De acordo com a Anvisa, não há provas de que ela realmente funcione e seus efeitos colaterais são desconhecidos. A Anvisa não reconhece a substância como medicamento. Por isso, ela não pode ser distribuída ou vendida no Brasil.

A droga foi produzida e distribuída de graça por anos pelo laboratório do Grupo de Química Analítica e Tecnologia de Polímeros, da USP em São Carlos. Quando Chierice se aposentou, a USP parou de produzir a substância. Pacientes com câncer passaram a entrar na Justiça para assegurar o direito de receber a substância, até que o ministro Fachin, em decisão liminar, liberou o fornecimento para uma paciente do Rio de Janeiro. Com a decisão, o Tribunal de Justiça de São Paulo estendeu a liberação a todos os pedidos feitos por pacientes.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) afirmou que o remédio tem potencial para combater o Câncer

assista o vídeo abaixo (Brasileiro Descobre Cura do Câncer e é Preso)

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