Com uma dívida de mais de R$ 500 bilhões, Petrobras tenta vender campos de produção do pré-sal

Petrobras10dezembro

Com uma dívida de mais de R$ 500 bilhões, a Petrobras decidiu oferecer campos do pré-sal em produção. A companhia abriu nesta semana um processo eletrônico (acesso a informações dos ativos à venda) dos campos de Baúna, no pré-sal da Bacia de Santos, e de Golfinho, na Bacia do Espírito Santo. Juntos.

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Juntos, os dois produzem cerca de 76 mil barris diários de petróleo e estão na lista dos 20 maiores campos produtores da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

A agência de classificação de risco Moody´s decidiu rebaixar a nota de crédito da estatal , passando de “Ba2” para “Ba3” — que significa grau especulativo.

Para arrecadar recursos, a Petrobras está ainda oferecendo 10% dos 40% que possui na área de Libra, no pré-sal na Bacia de Santos.

Libra será o primeiro campo a ser explorado pelo novo sistema de Partilha e tem reservas entre 8 bilhões a 12 bilhões de barris. O consórcio que opera Libra, além da Petrobras, tem como sócios a Shell (20%), Total (20%),e as chinesas CNPC (10%) e CNOOC (10%).

A Petrobras ainda enfrenta uma ação judicial movida por investidores nos Estados Unidos após o escândalo da Operação Lava-Jato. O juiz da corte de Nova York, Jed Rakoff, adiou para o dia 21 deste mês a audiência que vai decidir se o processo continua como uma “ação coletiva” ou não.

Outro ponto são os títulos de dívida emitidos pela estatal em 2014 nos Estados Unidos. Os investidores defendem que, além dos processos individuais, haja ressarcimento também para os compradores destes papéis. A Petrobras, por outro lado, quer excluir esses investidores do processo.

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