Cientistas desenvolvem cápsula que libera medicamento para o corpo semanas após ter sido ingerido

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O invólucro permanece no estômago por até duas semanas após ter sido ingerido e libera sua sua carga de medicamentos gradualmente

Pesquisadores americanos disseram que a invenção poderá ser uma arma poderosa na luta contra doenças como a malária, HIV e outras enfermidades onde o tratamento depende de sucessivas doses de remédios.

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Em um estudo publicado na revista Science Translational Medicine hoje (16), os pesquisadores usaram a nova cápsula para testar um medicamento antiparasitário chamado ivermectina, que eles acreditam que pode ajudar a combater a malária.

A tecnologia das pílulas de ação prolongada também terão utilidade em uma série de outras aplicações, disseram os cientistas – desde o tratamento da doença de Alzheimer e doenças mentais até o HIV e a tuberculose.

Outros sistemas de administração de fármacos com ação prolongada (injetáveis ou implantáveis) já existem no mercado, porém envolvem um procedimento invasivo e não são adequados para diversas situações.

“Até hoje, as drogas orais não duram mais de um dia”, disse o professor do MIT, Robert Langer.

Drogas tomadas via oral tendem a trabalhar por um tempo limitado, porque passam rapidamente através do corpo e são expostos a ambientes hostis no estômago e intestino.

Langer afirmou que ele e sua equipe têm trabalhado por vários anos para superar esse problema, inicialmente focado na malária […] com o uso do medicamento ivermectina.

Neste caso em específico, o fármaco que mata qualquer mosquito que morde alguém que esteja tomando a droga.

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